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Fundo do Câncer, criado por lei de Ribeiro Neto, aguarda sanção do prefeito Eduardo Braide.

Anualmente, cerca de três milhões de reais da taxa de iluminação pública deverá ser realocados para manter esse importante programa. Muito embora tenha sentido na pele a dor causada pelo câncer, que vitimou a mãe em outubro de 2010 – continua parado há meses, aguardando sanção do prefeito Eduardo Braide, o Projeto de Lei nº 297/2021, de autoria do vereador Ribeiro Neto (Patriotas), que criou o Fundo Municipal do Câncer.

No Executivo Municipal, o chamado “silêncio dos mortos” continua, entretanto pode ser que a demora em assinar o ato sancionatório esteja relacionado com a fonte de custeio do fundo. Aprovado por unanimidade no Legislativo, uma emenda prevê que o recurso para funcionamento do FMC venha da realocação de 3% da taxa de iluminação, num valor aproximado de três milhões de reais.

Soa estranho o comportamento do prefeito em retardar a efetivação do programa, pois enquanto deputado estadual e federal, vários foram os projetos de autoria de Braide em favor da causa, a exemplo do fundo estadual do câncer, em 2011, criado por uma lei por ele apresentada.

PROJETO PIONEIRO-
O PL de nº 297/2021 foi o primeiro protocolado pelo vereador, que tem como objetivo diminuir os impactos decorrentes desta grave doença na vida daquele que é diagnosticado, pois seus efeitos psicológicos e físicos somados com um falho sistema preventivo e no próprio tratamento acabam que reduzindo as chances de cura do paciente.

“O Fundo deverá proporcionar às pessoas que sofrem da doença uma melhor qualidade de vida, seja por meio da prevenção ou até mesmo no tratamento intensivo. Só quem sabe a dor que essa doença causa é quem viveu/sentiu os estragos provocados por tal enfermidade. Eu perdi a minha sogra e dois dos meus avós para o câncer”, afirmou o edil ao justificar a apresentação do projeto.

Oportuno ressaltar que os dados são alarmantes. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), que durante cerimônia que marcou os 20 anos do Dia Mundial do Câncer, lançou a publicação Estimativa 2020 – Incidência de Câncer no Brasil, no triênio 2020/2022, 625 mil novos casos serão detectados.

TRATAMENTO
Atualmente, para tratamento do Câncer existem três caminhos, ou seja, existem tumores que podem ser tratados através de quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Na capital, o Hospital Aldenora Belo é a principal referência para a população maranhense.

No projeto, o vereador enfatizou a ausência de políticas públicas que atendam as reais necessidades daqueles que estão em tratamento, a fim de diminuir o grande número de familiares que vem do interior e não possuem lugar para ficar e sem opções acabam fazendo da rua ou qualquer lugar a sua morada, no que prejudica de forma direta e indireta no tratamento do diagnosticado com a doença e aqueles que estão envolvidos.

“A sociedade Ludovicense não dispõe de meios eficazes para diminuir os impactos que causam dentro de uma família. Ja existem exemplos adotados por outras cidades que fazem grande diferença no tratamento, é o caso do município de Barretos-SP, que fornece acompanhamento psicológico tanto para aqueles que sofrem da doença, os familiares e até mesmo aos profissionais da saúde que lidam com os pacientes de câncer. Essa é a nossa meta, implantação de políticas públicas que ajudem aqueles em um momento tão dificil, por isso estamos cobrando a sanção por parte do Executivo”, finalizou Ribeiro.

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