Comissão de Educação da Câmara de São Luís apresenta encaminhamentos para solucionar falta de climatização nas escolas municipais

O Coletivo Nós (PT), presidente da Comissão de Educação, Cultura, Desporto e Lazer (CECDL), representado pelo co-vereador Jonathan Soares, se pronunciou na tribuna da Câmara de São Luís nesta terça-feira (25), durante a sessão ordinária. No discurso, o parlamentar elencou as primeiras ações tomadas pelo colegiado para resolver a falta de climatização nas escolas da rede municipal, a fim de proporcionar um ambiente mais propício para o aprendizado.

Em sua fala na tribuna, Soares relatou o caso da Unidade de Educação Básica (U.E.B.) Professor Rubem Almeida, no bairro Coroadinho, que suspendeu as aulas desde o início deste mês, depois que alunos e professores começaram a passar mal em sala por falta de ventilador e ar-condicionado.

Além da falta de um sistema de climatização, o membro do mandato coletivo afirmou ainda que a unidade de ensino está com a infraestrutura precária e expôs depoimentos de estudantes sobre a falta de lanche na escola.

“Essa não é uma realidade pontual. Essa situação não afeta somente a UEB Rubem Almeida, no Coroadinho. É um problema que afeta a UEB Meus Amiguinhos, no Quebra Pote; a UEB Ana Lúcia Chaves Fecury, no São Bernardo; a UEB Felipe Conduru, no São Cristóvão; dentre outras da rede municipal. Não é só questão de estrutura, pois a educação pública de São Luís está na UTI. É uma situação que não é de hoje, mas continua”, frisou.

De acordo com o vereador, essa situação estaria relacionada à falta de subestação de energia, composta por transformador, poste e padrão trifásico, que beneficiaria as unidades com déficit de carga energética. O parlamentar, entretanto, isentou a empresa Equatorial – concessionária de energia do estado – e culpou a gestão municipal por ocasionar o problema.

“Falta alguém dizer para a Semosp, por exemplo, que para uma escola inteira funcionar com ar-condicionado é preciso instalar um negócio chamado subestação de energia. E quem faz não é a Equatorial, pois quem tem que construir essa subestação é a própria prefeitura”, completou.

Encaminhamentos

Ao encerrar o pronunciamento, Jonathan Soares apresentou alguns encaminhamentos para solucionar a questão, após uma audiência pública realizada ontem na U.E.B. Rubem Almeida, com presença da Defensoria, Conselho Tutelar, Ministério Público e Sindeducação. Entre as medidas destacou a solicitação da ordem de serviço para climatização das unidades de ensino citadas, envio do protocolo junto a Equatorial com pedido de instalação das subestações das escolas reformadas. Além disso, falou da convocação dos secretários Caroline Marques Salgado (Semed) e Davi Col Debella (Semosp), para prestarem esclarecimentos na Câmara.

“A gente espera que a Secretaria Municipal de Educação possa dar resposta a essa população das escolas dessas comunidades do Coroadinho, na zona urbana; ao Quebra Pote, na zona rural. Nós entendemos que o nosso papel é não esmorecer”, concluiu.

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