Esquema de apostas esportivas usava contas falsas em sites de jogos e robôs

A partir de diversas contas abertas em sites de apostas, o grupo afirmava usar um “robô” em computadores que permitia a operação simultânea dos cadastros

A quadrilha que montou um esquema de fraudes em apostas envolvendo partidas de futebol explorou o uso de contas falsas em casas de apostas e transferências de valores por meio de “laranjas”. O objetivo era impedir que apostas atípicas caíssem no alerta dos sites das jogatinas e acabassem bloqueadas, além de evitar a vinculação dos supostos líderes do esquema criminoso com os pagamentos a jogadores profissionais.

A partir de diversas contas abertas em sites de apostas, o grupo afirmava usar um “robô” em computadores que permitia a operação simultânea dos cadastros. As descobertas estão no âmbito das investigações realizadas pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) nas duas fases da Operação Penalidade Máxima.

A apuração mira um esquema de aliciamento de jogadores de futebol para que realizassem determinadas ações em partidas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, além de campeonatos estaduais. Os eventos manipulados viravam apostas que rendiam lucros ilegais à quadrilha e a atletas.

Em um diálogo entre dois dos principais articuladores do esquema, Thiago Chambó diz a Bruno López que devem ser evitados compartilhamento de endereços e de números de telefone. Contas bancárias pessoais também não deveriam aparecer nas transações. “Nem transfere mais da sua mulher nem do seu CNPJ para ninguém nas próximas, entendeu? Pega umas contas ‘laranja’ para mandar”, disse Chambó, pelo WhatsApp.

 

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