A Organização Mundial da Saúde confirmou nesta quarta-feira (6) que a cepa Andes do hantavírus está presente nos casos relacionados a um possível surto a bordo de um cruzeiro de luxo.
Segundo a OMS, trata-se do “hantavírus andino”, uma variante rara que pode, em situações específicas, ser transmitida de pessoa para pessoa — algo incomum, já que a infecção geralmente ocorre pelo contato com secreções de roedores contaminados.
A embarcação envolvida, o MV Hondius, permanece isolada há dias na costa de Cabo Verde, com cerca de 150 pessoas a bordo. O surto já resultou em três mortes e diversos casos suspeitos.
Testes realizados por um instituto de doenças transmissíveis da África do Sul confirmaram a presença da cepa Andes em pacientes, incluindo uma mulher holandesa que morreu em Joanesburgo e um britânico ainda hospitalizado.
O governo da Espanha aceitou receber o navio por solicitação da OMS e da União Europeia, apesar da resistência de autoridades regionais nas Ilhas Canárias. Já um passageiro diagnosticado está em tratamento na Zurique.
De acordo com a OMS, o risco de disseminação para a população em geral é considerado baixo. Ainda assim, autoridades da África do Sul monitoram 62 contatos próximos, incluindo profissionais de saúde, sem novos diagnósticos até o momento.

