Relatório aponta que quatro partidos concentraram uso de emendas de liderança em 2025

Um levantamento divulgado pela Transparência Brasil revelou que as chamadas emendas de liderança movimentaram aproximadamente R$ 1,3 bilhão em recursos públicos ao longo de 2025. De acordo com a organização, o mecanismo permitiu que indicações de emendas de comissão fossem registradas em nome das lideranças partidárias, sem a identificação dos parlamentares responsáveis pelas destinações.

Segundo o relatório, a prática reproduz características do modelo conhecido como orçamento secreto, considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2022 por comprometer os princípios da publicidade e da transparência na aplicação de recursos públicos.

Os dados mostram que quatro partidos concentraram a maior parte dos valores destinados por esse mecanismo. O Progressistas (PP) aparece na primeira posição, com R$ 427,8 milhões em indicações registradas em nome da liderança. Na sequência estão União Brasil, com R$ 288,7 milhões; Partido Liberal (PL), com R$ 254,3 milhões; e Republicanos, com R$ 218,4 milhões.

Juntas, essas quatro legendas responderam por cerca de R$ 1,19 bilhão do total identificado pela entidade. Também aparecem no levantamento o Avante, com R$ 30 milhões; o Solidariedade, com R$ 22 milhões; e o Podemos, com R$ 19 milhões em emendas registradas pelo mesmo modelo.

A Transparência Brasil sustenta que a utilização das emendas de liderança dificulta a identificação dos parlamentares que efetivamente indicaram a aplicação dos recursos, reduzindo a rastreabilidade do dinheiro público e comprometendo os mecanismos de controle social sobre a execução do Orçamento da União.

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