Julgamento de Henry Borel entra no nono dia com depoimento de Monique Medeiros

A professora Monique Medeiros afirmou nesta terça-feira (2), durante depoimento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que acredita ter sido dopada na madrugada em que seu filho, Henry Borel, morreu, em março de 2021. Ela é ré no processo ao lado do ex-vereador Jairinho, acusado pelo Ministério Público de praticar agressões contra a criança.

No nono dia do júri popular, Monique relatou que, à época dos fatos, não suspeitava que o então companheiro pudesse agredir o menino. Entretanto, declarou que atualmente considera a possibilidade de Jairinho ter sido o responsável pela morte de Henry.

Durante o interrogatório, a professora contou que o relacionamento entre o padrasto e a criança aparentava ser positivo no início, mas revelou episódios que a fizeram questionar a conduta do ex-companheiro. Entre eles, uma situação em que teria sido vítima de violência durante uma crise de ciúmes e relatos feitos pelo próprio Henry sobre agressões sofridas dentro de casa.

Segundo Monique, após o filho comentar com o pai, Leniel Borel, sobre um abraço excessivamente forte dado por Jairinho, ela passou a evitar que os dois permanecessem sozinhos. Em outra ocasião, Henry teria relatado ter recebido uma rasteira e um soco na cabeça. Ao ser confrontado, Jairinho teria tratado o episódio como uma brincadeira.

A ré também negou ter recebido alertas da ex-babá da criança sobre possíveis agressões. Ela afirmou que, se tivesse conhecimento dessas informações, não teria permitido a convivência entre o filho e o então namorado.

Ao falar sobre a noite da morte de Henry, Monique declarou que suspeita que Jairinho costumava administrar medicamentos para fazê-la dormir profundamente. Segundo seu relato, ela foi acordada por volta das 3h40, quando o companheiro informou que havia encontrado o menino desacordado no chão do quarto.

A professora disse que, naquele momento, acreditou que a criança pudesse ter sofrido uma queda da cama, pois não percebeu sinais evidentes de agressão. Henry foi levado ao hospital, mas não resistiu.

Monique também afirmou desconhecer acusações anteriores envolvendo supostas agressões praticadas por Jairinho contra outras crianças. Ela relatou ainda que, dias antes de ser presa, confrontou o ex-companheiro e o acusou de ter matado seu filho.

Questionada pela juíza responsável pelo caso sobre quem acredita ser o autor do crime, Monique respondeu que considera possível que Jairinho tenha provocado a morte de Henry Borel.

O julgamento segue no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Fonte: Agência Brasil

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