Irã amplia alerta sobre risco de guerra regional após ofensiva dos EUA

O governo do Irã voltou a endurecer o discurso em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. O principal comando militar conjunto do país informou que as operações realizadas pelos Estados Unidos nos últimos dias aumentaram o risco de expansão do conflito para toda a região e advertiu que qualquer apoio prestado a Washington poderá provocar uma resposta iraniana.

A manifestação foi feita pelo Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, por meio de seu porta-voz, Ebrahim Zolfaghari. Segundo o militar, as ações norte-americanas representam um fator de instabilidade e elevam o potencial de confronto envolvendo outros países da região.

O comando iraniano também afirmou que responderá a qualquer ação que comprometa a segurança da navegação de navios mercantes e petroleiros nas rotas estratégicas do Golfo Pérsico. A avaliação é de que a proteção dessas vias marítimas integra os interesses de segurança nacional do país.

Além das críticas aos Estados Unidos, o Irã enviou um recado aos governos da região, alertando que qualquer forma de cooperação militar ou logística com as forças norte-americanas poderá ser interpretada como participação direta no conflito, sujeitando esses países a medidas de retaliação.

Do lado norte-americano, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou a realização de uma série de ataques durante o fim de semana. De acordo com o órgão, uma das operações, executada no domingo (12), atingiu dezenas de alvos em diferentes localidades utilizando armamentos de alta precisão.

O aumento da tensão ocorre em um momento de crescente preocupação internacional com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa uma parcela significativa do petróleo comercializado no mundo. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou ter realizado ataques contra estruturas militares dos Estados Unidos na região em resposta às operações americanas.

O agravamento da crise reforça os temores de que os confrontos deixem de envolver apenas os dois países e alcancem outras nações do Oriente Médio, ampliando os impactos sobre a segurança regional, o comércio internacional e o mercado global de energia.

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