O número de brasileiros com contas em atraso voltou a crescer e já atinge 81,7 milhões de pessoas — o maior patamar desde 2012. O dado, divulgado pela Serasa, revela um cenário de pressão financeira nas famílias, mesmo diante de indicadores positivos da economia, como queda do desemprego e aumento da renda.
Especialistas apontam que o avanço do endividamento está diretamente ligado ao uso de crédito emergencial, como cheque especial e rotativo do cartão, além do peso elevado dos juros. Segundo eles, parte significativa da renda das famílias está comprometida apenas com o pagamento de encargos financeiros.
Outro fator que contribui para o aumento das dívidas é a facilidade de consumo por meio de aplicativos, que estimulam compras por impulso. Soma-se a isso o crescimento dos gastos com apostas online, impulsionados pelo comportamento de busca por recompensas imediatas.
Para reverter esse quadro, a principal solução, é investir em educação financeira e planejamento, permitindo que as famílias compreendam melhor o impacto do crédito e organizem seu orçamento de forma mais consciente.

