Estudo aponta Belo Horizonte entre as 30 cidades com pior trânsito do planeta

Belo Horizonte figura entre as cidades com maior nível de congestionamento do mundo, segundo o TomTom Traffic Index 2025. A capital mineira aparece na 27ª colocação global, com índice de 58,6% de lentidão no tráfego, superando São Paulo, que registrou 58,5%.

O estudo considera dados de cidades com mais de 800 mil habitantes e indica que os motoristas belo-horizontinos passam, em média, cerca de 130 horas por ano presos em engarrafamentos nos horários de pico — o equivalente a mais de cinco dias inteiros dentro do trânsito.

No ranking global das cidades com pior mobilidade viária, as primeiras posições são ocupadas por Cidade do México, Bengaluru, Dublin, Łódź e Pune, todas com índices acima de 70%.

Entre as capitais brasileiras avaliadas, Recife aparece na frente, seguido por Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, evidenciando que diferentes regiões do país enfrentam altos níveis de saturação no sistema viário urbano.

Em Belo Horizonte, a velocidade média registrada nas vias é de aproximadamente 21,3 km/h. Isso significa que, em um percurso de 15 minutos, um veículo consegue percorrer pouco mais de 5 quilômetros.

Os períodos de maior lentidão continuam concentrados no início da manhã, entre 7h e 9h, e no fim da tarde, entre 17h e 19h, especialmente às terças e quartas-feiras. Nesses intervalos, o nível de congestionamento pode se aproximar da saturação total no período da manhã e ultrapassar esse patamar no retorno do trabalho.

Mesmo com diferença mínima em relação à capital paulista, Belo Horizonte apresenta desempenho ligeiramente pior no índice geral de tráfego, o que reforça a pressão crescente sobre sua malha viária.

Os impactos vão além do deslocamento: o excesso de tempo no trânsito afeta a produtividade, aumenta custos de transporte, eleva o estresse diário e contribui para a piora da qualidade do ar.

O levantamento também destaca a necessidade de políticas públicas voltadas à mobilidade urbana, com investimentos em transporte coletivo, melhoria da infraestrutura viária e adoção de soluções tecnológicas para reduzir os gargalos no trânsito da capital mineira.

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